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Notícia

Tempo seco agrava alergias e aumenta risco de crises respiratórias

Especialista do Ipasgo Saúde alerta para os impactos da baixa umidade e orienta sobre prevenção durante a estiagem

Com a intensificação do período de estiagem em Goiás, aumentam também os casos de problemas respiratórios e crises alérgicas, especialmente entre pessoas com predisposição a doenças como rinite, asma, conjuntivite alérgica e dermatite atópica. Segundo o alergista e imunologista Mário Victor de Faria, que atende no Ipasgo Saúde Clínicas (IClin) Universitário, a baixa umidade do ar agrava significativamente esses quadros.

"O tempo seco não causa alergia diretamente, mas piora o quadro de quem já tem predisposição. Isso acontece porque o ar ressecado irrita as vias respiratórias e favorece o aparecimento ou agravamento dos sintomas", explica o especialista.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade relativa do ar considerada ideal para a saúde varia entre 40% e 70%. Durante o inverno em Goiás, no entanto, esse índice frequentemente fica abaixo de 30% e pode atingir níveis inferiores a 20%, situação considerada crítica para a saúde respiratória. Além da baixa umidade, fatores como poeira acumulada, fumaça de queimadas, poluição e mudanças bruscas de temperatura contribuem para intensificar os sintomas alérgicos.

Como o tempo seco afeta o organismo

O nariz desempenha um papel fundamental na proteção do sistema respiratório, funcionando como um filtro natural que aquece, umidifica e limpa o ar antes que ele chegue aos pulmões. Segundo Mário Victor, esse processo depende de uma mucosa saudável, recoberta por muco e pequenos cílios responsáveis por reter partículas, poeira, alérgenos e microrganismos.

"Quando o ar está excessivamente seco, essa barreira perde eficiência. A mucosa resseca, o muco se torna menos eficaz e as partículas irritantes passam a ter contato mais direto com as vias respiratórias", explica.

Como consequência, sintomas como espirros frequentes, coriza, congestão nasal, coceira no nariz e nos olhos, garganta seca, pigarro, tosse irritativa e até pequenos sangramentos nasais tornam-se mais comuns. Em pessoas com asma, o impacto pode ser ainda maior.

"O ar seco deixa os brônquios mais reativos, favorecendo episódios de broncoespasmo, que provocam chiado no peito, sensação de aperto e falta de ar", afirma o médico.

Além das condições climáticas, o ambiente doméstico também pode contribuir para o agravamento das alergias. Segundo o especialista, a falta de ventilação e o acúmulo de poeira em tapetes, cortinas, bichos de pelúcia, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado favorecem a presença de ácaros e outros agentes alergênicos.

O médico Frederico Costa, da Atenção Primária à Saúde (APS) do Ipasgo Saúde, alerta para a importância de reconhecer os primeiros sinais de uma reação alérgica.

"Inchaço, coceira intensa e dificuldade para respirar são sintomas que exigem atenção. Em alguns casos, a reação pode evoluir rapidamente. Por isso, informação e prevenção são fundamentais", destaca.

Entre as principais medidas preventivas estão manter os ambientes limpos e ventilados, higienizar brinquedos, ventiladores e superfícies, realizar a manutenção periódica dos aparelhos de ar-condicionado e reduzir o acúmulo de poeira. Também é importante manter uma boa hidratação e hábitos de higiene, como a lavagem frequente das mãos, contribuindo para reduzir os riscos de crises alérgicas durante o período de estiagem.

Rede Credenciada

O Ipasgo Saúde conta com uma rede credenciada composta por 381 clínicas, 186 laboratórios e 174 hospitais, com profissionais capacitados para atender e orientar beneficiários em casos de reações alérgicas. A recomendação é manter o acompanhamento médico em dia e, diante de qualquer sintoma, buscar atendimento o quanto antes.


Mário Victor de Faria, alergista credenciado ao Ipasgo Saúde

Comunicação Ipasgo Saúde

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